| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Charadriiformes |
| Subordem: | Scolopaci |
| Família: | Thinocoridae |
| Sundevall, 1836 | |
| Espécie: | T. rumicivorus |
A agachadeira-mirim é uma ave Charadriiforme da família Thinocoridae.
Seu nome científico significa: do (grego) thinos = areia, praia, deserto; e do (latim) corys, com origem no (grego) korudos = cotovia; e do (latim) rumex, rumicis = alazão, castanho; e vorus = devorar, comer. ⇒ Cotovia castanha devoradora de areia da praia .
Tem em média 18 cm. Machos com região lateral da garganta até peito formados por uma mancha em banda enegrecida, lembrando o desenho de uma “ancora”. Na femea, além de faltar o cinza na cabeça, nuca e lateral da face a mancha é menos pronunciada e mais estreita.
Nos jovens, falta o desenho de “ancora” na garganta.
Podem caminhar rapidamente no solo. Apresentam curtas pernas amarelas. Podem ficar agachados. Em voo lembram a narceja.
Possui quatro subespécies:
(Clements checklist, 2014).
Muito pouco ainda se sabe sobre a alimentação dessa espécie. O exemplar registrado em Ubatuba (Castro et al. 2012) se alimentou de uma gramínea Eragrostis tenuifolia (Poaceae, Chloridoideae). Embora alguns autores acreditem que a espécie adquira água através de sua dieta de plantas suculentas, o indivíduo de Ubatuba foi observado bebendo água de uma poça, sendo esse o primeiro registro em estado selvagem desse tipo de comportamento (Castro et al. 2012).
Vivem em pares ou pequenos grupos familiares. É encontrado principalmente em planicies vastas e abertas, com capim baixo em abundancia, terras cultivadas, montanhas e dunas. Costumam ser mais numerosos no inverno.
Sua distribuição ocorre desde o sul do Equador, costa oeste do Peru, Bolívia e quase toda Argentina e Chile. Na região nordeste da Argentina, bem como no Uruguai é menos comum. O primeiro registro confirmado da espécie para o Brasil ocorreu em Ubatuba, São Paulo, em 21 de abril de 2012 (Castro et al. 2012).
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: